terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Início



"Kate: Não, não precisa explicar... olha , a gente se divertiu, foi ótimo, mas não é possível, nós moramos muito longe e não somos mais adolescentes...

Harvey: Eu estava hospitalizado. Deixei meus remédios em Nova York, tenho batimentos cardíacos irregulares e...

Kate: Arritmia.

Harvey: Como sabe?

Kate: Meu.... bem meu pai tinha isso. Então você não voltou a Nova York.

Harvey: Não.

Kate: Harvey eu não sou mais do tipo que namora sob os chafarizes, achei até normal você não ter aparecido aquele dia...

Harvey: Kate eu....

Kate: Eu me sinto mais confortável estando desapontada. Não tente tirar essa sensação de mim.

Harvey: Olha Kate, eu não sei porque eu estou dizendo isso , não sei se vai dar certo , mas eu sinto que vai dar certo. Eu quero que dê certo. De alguma forma vai dar certo."

Não vou dizer como isso termina, mas essa é uma parte da cena final do filme "Last Chance Harvey" ou "Tinha Que Ser Você" com os extraordinários Emma Thompson e Dustin Hoffman.

Vendo esses dois é impossível querer deixar de ser ator.

Mas eu quero falar de outra coisa:

Quero falar de como ficamos confortáveis diante de cômodas impossibilidades. Muitas vezes, diante do aparente impossível simplesmente não nos movemos e até sorrimos porque estamos constatando o senso somum. Aquilo que "todo mundo sabe".
Há idade para transgredir o senso comum?
Qual é a hora para perceber que é tarde demais para ceder aos impulsos??

São perguntas que entra ano, sai ano, continuam no ar...


FELIZ ANO NOVO!!!!