
"Kate: Não, não precisa explicar... olha , a gente se divertiu, foi ótimo, mas não é possível, nós moramos muito longe e não somos mais adolescentes...
Harvey: Eu estava hospitalizado. Deixei meus remédios em Nova York, tenho batimentos cardíacos irregulares e...
Kate: Arritmia.
Harvey: Como sabe?
Kate: Meu.... bem meu pai tinha isso. Então você não voltou a Nova York.
Harvey: Não.
Kate: Harvey eu não sou mais do tipo que namora sob os chafarizes, achei até normal você não ter aparecido aquele dia...
Harvey: Kate eu....
Kate: Eu me sinto mais confortável estando desapontada. Não tente tirar essa sensação de mim.
Harvey: Olha Kate, eu não sei porque eu estou dizendo isso , não sei se vai dar certo , mas eu sinto que vai dar certo. Eu quero que dê certo. De alguma forma vai dar certo."
Não vou dizer como isso termina, mas essa é uma parte da cena final do filme "Last Chance Harvey" ou "Tinha Que Ser Você" com os extraordinários Emma Thompson e Dustin Hoffman.
Vendo esses dois é impossível querer deixar de ser ator.
Mas eu quero falar de outra coisa:
Quero falar de como ficamos confortáveis diante de cômodas impossibilidades. Muitas vezes, diante do aparente impossível simplesmente não nos movemos e até sorrimos porque estamos constatando o senso somum. Aquilo que "todo mundo sabe".
Há idade para transgredir o senso comum?
Qual é a hora para perceber que é tarde demais para ceder aos impulsos??
São perguntas que entra ano, sai ano, continuam no ar...
FELIZ ANO NOVO!!!!
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