sábado, 29 de setembro de 2012
CUTUCANDO HEBE.
Existe um... dispositivo ...ou... ferramenta...ou ... sei-lá-o-quê no FACEBOOK chamado "cutucada", em inglês, poke.
Se você chegou até esse blog deve saber bem o que é isso. Para os usuários que têm seu perfil aberto à Humanidade é uma ferramenta (essa é a palavra, embora ela não sirva para trocar pneus) que serve, pasme, para paquerar ou "azarar" (palavra que há décadas serve para denominar a "paquera". Segundo o site A ORIGEM DA PALAVRA , “paquerar” vem de “paqueiro”, o cão adestrado para caçar pacas.
Palavra MUITO RUIM para descrever o que acontece nesse momento. Eu olho, você corresponde, nos falamos, trocamos telefone... Onde está a paca? Claro, falam da caça. Mas porque caça? A caça não pressupõe morte? Alguém não tem que morrer pra ser caçado?
Ok, logo depois vem a palavra "azarar". DEUS! PIOROU! Quer dizer que ao olhar, você corresponder, e depois trocarmos telefones , alguém está condenando o outro ao azar?
Ah, então é isso.
E agora veio a Cutucada.
Sempre odiei ser cutucado, e acredito que a maioria de quem está lendo também. Então agora cutucar significa azarar e paquerar?
Ainda prefiro o cortejar ainda que essa palavra venha carregada das adulações das cortes imperiais.
Usei, erroneamente , mea culpa, a tal ferramenta para dizer "oi" aos amigos. Para fazer gracejos. Segundo o mesmo site, dentre vários significados que o "gracejo" carrega , o único que não diminui o outro é "gracejo - vem de “gracejar”, que vem de graça, do Latim gratia, “agradecimento, favor, beleza”, tendo assumido também o sentido de “brincadeira, diversão, ato humorístico”.
Era isso que estava fazendo. Expliquei algumas vezes em meu "mural", e todos pareciam entender até que...
Ressuscitou-se uma antiga questão. Um amor do passado , tão passado que esqueceu-se
do próprio passado de amarguras, decepções, desencontros fazendo com que o pó do pirlimpimpim carregado de carências e desesperos fizesse que uma simples cutucada tenha se transformado em azaração ou paquera. Virei uma paca vítima de um amor do passado. E que tomou-se de ira quando eu escapei por entre arbustos da praga da azaração . Xingou-me vorazmente. Disse: VOCÊ NÃO MUDOU.
Mas... porque deveria? E respondi:
SIM, CONTINUO O MESMO. GRAÇAS A DEUS.
Por falar em Deus uma das nossas deusas modernas acabou de partir.
HEBE. HEBE CAMARGO.
Uma gracinha.
Muitas vezes me indignei com ela, com a "falsidade" dela, com aquela mania de ficar dando bitoca em todo mundo, sei lá, beijando Maluf , detonando o Lula, criticando cafonices, sendo ela mesma tão alegórica com aquela coleção interminável de jóias.
Parecia aquelas velhas golpistas dos filmes americanos.
Mas também muitas vezes morri de rir pelos mesmos absurdos,
ô contradição!
Morria de rir dela dando aquelas bitocas , parecendo ingênua elogiando o Maluf e , por ultimo dando toda a razão quando ela detonava o Lula, ele, pra mim, uma decepção.
E não gosto da idéia de que uma deusa moderna, dessas que achamos imortais, se vai. Não quero que os deuses morram. A deusa loura dos programas de TV. Loura para quem todos batiam cabeça.
Uma pena, uma dor.
Chorei.
Hebe, faz uma coisa? Vai com Deus! Sem jóias, porque você é mais uma imortal vivendo do outro lado, ou do mesmo lado, mas invisível.
Indivisível pesar.
Foi, mais uma gracinha que se foi...
Parei de cutucar. Agora pego o telefone e ligo para dizer
OI.
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