quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

QUASE FIM DO ANO

Muita coisa aconteceu.
Ou quase nada.
Só vou saber disso quando fizer um inventário de vários anos. Coisa que nunca faço.
Na verdade eu nem sei direito o que eu fiz nos anos. Eu me situo nos anos pelos meus amores e pelos meus trabalhos. Que nunca são muitos.
Muitas são as dores, as decepções, as gargalhadas, as ironias, as saudades.
Trabalho pouco e amo pouco, ou quase nada.
É por isso que fico perdido achando que vivi pouco também.
Viver é o que se sente. Não é?
É o acúmulo de gargalhadas,de beijos, de saudades, de frustrações, de abandonos, de raivas e raivinhas, de estímulos e sensações.
Não é quanto a gente ganha ou quem está na nossa cama.
O que a gente É?
Tudo isso.
Fiz um concurso, fui bem. Sou 7,5.
Fiz um trabalho, não tão bem. Sou 5,0.
Tive umas duas tentativas frustradíssimas de chamar alguém de "meu amor". Nota 4,0.
Média... processando... 5,5? Sim, esse ano fui um 5,5.
Ou fui um 289 gargalhadas, milhares de risadas, 100 litros de lágrimas, 800 mililitros de suspiros, 130 quilômetros dançados, 300 noites maldormidas, 65 noites maravilhosas, dez brochadas (por alto), centenas de ereções, algumas fugas, dez mil tropeços... Como se mede?
Uma gargalhada deveria valer o ano inteiro. Mas não me lembro de nenhuma delas. Nem me lembro precisamente de nenhum choro. Mas sim, as brochadas eu lembro. De cada uma delas. Sempre muito engraçadas, sempre com muito humor. Uma brochada e uma gargalhada, sempre.
Mas quando eu brocho na vida... aí não.
Saio desse ano levando a vontade de bagunçar todo um coreto.
Mudar absolutamente tudo.
Mas é sempre assim... planos de mudanças. Reticências.
Esse Natal vai ser diferente: Sempre o mesmo Peru, sempre a mesma gula desenfreada e parentes. Sempre os parentes entre parênteses.
Reveillon vai ser o melhor de todos: A cor certa, o ritual certo, a festa certa, a frase certa. Mas na primeira dificuldade...esqueci a frase.
E aí, faço o quê?
Perco a esperança?
Não.
Levanto a cabeça e vou em frente.
Quase fim do ano e não penso diferente.
Mas vai ser diferente.
"Pluct-plact-zum!
Pode partir sem problema algum.
Boa Viagem!"

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