Um depoimento sobre o amor: Sou daqueles que ama intensamente, como esses meninos, meus amigos-alunos que vejo e ouço. Sofrer por amor não é feio, não é ridículo, não é patético e é tudo isso, porque o amor também tem essas facetas patológicas. O amor-próprio se constrói ano após ano, não se estala o dedo e fala :"Opa, to me amando". Mas é preciso que haja um movimento para isso. O primeiro passo é enfrentar "o bicho de frente". No caso, a rejeição. Sim, quando alguém não nos... ama, rejeita o amor que nós temos. Porque não usar essa palavra? Eufemismos não salvam ninguém da dor. Mas tanto quanto o sucesso, precisamos saber enfrentar a rejeição, a frustração, aquela sensação de abandono , de solidão de morte. Olha... sou um órfão de pai e mãe e já perdi até irmã, mas como sou viúvo de histórias mal sucedidas... milhares.... (exagerei) dezenas (também exagerei) um pouco menos de uma dezena, vai! E olha... NÃO MORRI. Porque nos 45 do segundo tempo vem a fada do "fala sério" e diz: "Caraca meu irmão, vai ficar pagando de miserável enquanto tem uma caravana lá fora passando?" Aí, levanto a cabeça, transformo o rio de lágrimas em mar de ilusões e começo a caçar amor de novo! Falo isso principalmente para os meninos, pros colegas , pros homens que foram ensinados a jogar futebol, bater o pênalti e fazer o gol e não a errar um passe, levar um frango e sair vaiado de campo. O "uuuuuu" da vaia pode se transformar EM "UHUUUUUUUU", só depende de você irmãozinho!

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