
Acordou amando. Assim como dormiu. E sonhou. E tomou café. E respirou. E cochilou. E sentiu frio. E viu Dr.T. E não atendeu telefones. E escreveu torpedos. E odiou tecnologias.
No passado era apenas o telefone que não tocava. Era esperado apenas o final do dia, quando os amantes contavam as melhores coisas e as piores.
Now-a-days
São tantas mídias que não são respondidas, são tantos silêncios que a rejeição se transforma em rejeição cúbica. E a dor de quem começa a amar fica cúbica. A solidão fica cúbica. A forma do corpo vai ao decúbito. O coração pára, de súbito.
Arrumou-se, perfumou-se. Sou lindo. O reflexo no espelho está ali, é a mesma pessoa. Mas quando o silêncio predomina, a máscara pinta-se feia.
Um monstro está ali.
Uma fera sem Bela.
E saiu. E comeu. E ouviu música no carro abafado. E dormiu. E pensou na irmã. E chorou muito. E sentiu-se muito, muito só.
E voltou.
Mãe sentiu seu olhar triste.
- O que foi?
Nada.
E abraçou.
E apagou a luz.
E escreveu o blog.
E escutou o barulho da mídia numero 653.
E mandou o link.
E imaginou: Muita angústia. Não vai aguentar.
Mas ela está lá e não dá pra negar.
O monstro chamado fim de semana chegou .
Para transformar quem é só, num mais só.
Muito só.
Que peninha dele. Tão sozinho.
- A culpa é sua. Só sua. - Disse o outro que mora dentro dele.
E desligou a tv.
E dormiu.
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