segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
STATUS QUO
É tão reconfortante quando a gente se acha tão estranho , mas tão estranho que nada , mas absolutamente nada das opiniões do "status quo", batem com as suas, mas daí você está caminhando pela calçada, distraído e nem sempre necessariamente assobiando, quando PAH!
Alguém pensa como você.
O que fazer quando alguém pensa exatamente como você quando você já tinha se acostumado a ser "avis rara"?
PAH!
Canta-se "Alma Gêmea" do Fábio Júnior. Com alguma desconfiança, claro. Deve ter alguma coisa que não bate.
Vamos testar.
Cor preferida: Azul. Opa, a minha.
Quem levaria pra uma ilha deserta? O amor da minha vida (minha mãe ia odiar ficar sozinha comigo numa ilha deserta, fora que lá não ia ter os 367 travesseiros com os quais ela dorme nem os potes de sorvete que ela devora no jantar). Responde a mesma coisa. E faz uma observação bem parecida com a mãe.
Meu... Deus.
Filmes preferidos? Comédias românticas, dramas pessoais, biografias. Ai,ai,ai... Bebida preferida? Ídolo? Cantor? Cantora? Música?
Tudo muito parecido.
Faço o teste para ver se estou falando comigo mesmo, claro, "A Vida é Sonho" e posso ter esbarrado com um espelho, ou fui clonado, ou então separado do irmão gêmeo na maternidade.
Ri de todas as minhas piadas.
Que chato!
Chato nada. Cansei de voar sozinho sem encontrar alguém com plumagens parecidas e que gostasse tanto de "minhoca a la grega" quanto eu. Cansei. Cansei de ter que me adaptar às opiniões e tentar viver de uma forma que eu ficasse indignado, sorrisse com o sorriso mais amarelo que conseguisse e depois disparasse o ódio em comentários no Facebook ou vociferações num blog.
Cansei de idealizar . Não é bem assim, mas poderá ser. Bem que poderia ser assim, mas é quase assim. Não é assim, mas eu tenho que entender.
Às vezes é bom ouvir o eco da nossa própria voz com pouquíssimas variações.
Às vezes é bom parar de chorar num tango e tentar acompanhar os passos criativos e precisos de um dançarino para começar a improvisar numa bossa-nova, ou numa baladinha de verão onde só a felicidade é possível. Eu danço, você dança a gente se perde um pouquinho mas tem-se a certeza que vamos nos encontrar mais adiante porque é natural que a gente vá para o mesmo lugar. Que bom.
Que bom fazer pouco esforço para se fazer entender. Que bom não mascarar a opinião para se parecer mais moderno ou menos preconceituoso, ou mais compreensivo, ou mais maduro.
É bom poder falar quem a gente é.
E foi assim, entre perguntas e respostas, que as horas se passaram.
Bossa-Nova no ar.
Brilho no olhar.
Algumas dúvidas. Mas pouco medo. Pouco sobressalto, aleluia!
Barulho de mar.
Brisa. Reconhecimento. A auto estima ali, no lugar. Não quero que você vá embora, não pra não me perder, e nem te perder, mas simplesmente pelo momento.
Porque o momento, assim, é bom.
Calmaria.
E, de repente, o "status quo" se transforma no que eu penso, no que eu acho, no que eu preciso, no que eu quero, no que me basta.
EGO! O mundo gira em torno de mim. Sim. E para o meu bem.
Fui ao castelo e resgatei o meu EGO.
O Status Quo sou eu.
http://www.youtube.com/watch?v=PbL9vr4Q2LU
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